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Caso Tifanny abre discussão sobre presença de mulheres transexuais no vôlei feminino

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Mundialmente conhecido como o país do futebol, terra do Rei Pelé e da Rainha Marta —seis vezes melhor jogadora do mundo e maior artilheira em copas do mundo—, o Brasil ainda engatinha quando o assunto é futebol feminino. Mas nada disso afasta muitas meninas do sonho de ser jogadora profissional, afinal, assim como no masculino, o esporte ainda é um dos caminhos para ascender socialmente. Ketlyn superou um pós-operatório complicado após a retirada de um nódulo no seio e sobreviveu a um grave acidente de moto, sem nunca deixou de acreditar no seu sonho. A jovem deu os primeiros dribles com os garotos vizinhança, na rua mesmo, e na quadra da escola, que tinha o piso esburacado e as traves tortas. Apesar de toda precariedade e das bolas murchas disponíveis para as crianças, a garota se apaixonou e se destacou. Quando tinha 17 anos, entretanto, sua história fez uma curva e ela se separou pela primeira vez da bola. A atleta descobriu um nódulo benigno no seio e teve que ser submetida a uma cirurgia.

Curiosidades

Mesmo os 29 anos, ela jogou profissionalmente como Rodrigo. Tudo foi motivado pelo caso Tifanny, a primeira mulher trans a jogar vôlei profissionalmente no Brasil. Seu alto rendimento no esporte ela tem a melhor média de pontos por saque da Superliga: 5,00, contra 4,91 de Tandara fez com que integrantes de equipes rivais protestassem contra sua presença na categoria, afirmando que ela desfruta dos benefícios de ter vivido a puberdade como homem. De todos os estudos realizados, porém, nenhum comprovou essa suposta vantagem.

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Utilizando basicamente as regras do vôlei, o esporte tem um ritmo frenético e é disputado oficialmente desde as Paraolimpíadas de Arnhem, na Holanda. Quando entrou no programa paraolímpico, o vôlei sentado dividia espaço com a modalidade disputada em pé. Após 24 anos compartilhando os holofotes, a modalidade ganhou distinção de vez a partir dos Jogos de Atenas, quando o vôlei paraolímpico passou a ser disputado apenas com os atletas sentados. Podem competir no vôlei sentado jogadores amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora. Entre os Jogos de Arnhem e Sidney, apenas os homens participaram das disputas do vôlei sentado. A estreia das mulheres só ocorreu nos Jogos de Atenas Naquele ano, seis equipes brigaram pelas primeiras medalhas femininas da modalidade.

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As donas da bola

Relembre algumas delas. Ainda com o primo nome de registro, Rodrigo, profissionalizou-se no voleibol e defendeu o Juiz de Fora e o Foz do Iguaçu na Superliga masculina B. No terminal daquele ano, se tornou a primeira atleta transexual a atuar na Superliga feminina, a elite do vôlei brasileiro, pelo Bauru. Se dentro de quarteirão fizer o esperado e fizer a diferença, tecnicamente falando, passa a interessar como qualquer outra atleta. Eu quero o melhor. Se for o conto, consultarei a CBV. Basta que esteja elegível — declarou à época. Tifanny tem recebido o apoio de outros atletas da modalidade.

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